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Nero

Nero nasceu em 15 de dezembro de 37 d.C, em Anzio, na Itália. Após a morte de seu pai, sua mãe se casou com seu tio-avô, Cláudio, e o convenceu a nomear Nero como seu sucessor. Ele assumiu o trono aos 17 anos e rejeitou todas as tentativas de controle de sua mãe, mandando matá-la. Nero vivia de forma extravagante e se comportava inapropriadamente. Ele começou a executar opositores cristãos e suicidou-se em 9 de junho de 68, após o império se revoltar contra ele. A data de nascimento e morte de Nero pode variar de acordo com o autor – nesta biografia foi usada como fonte relatos do sacerdote Jerônimo de Estridão e pelo escritor latino Suetônio.

Nero nasceu Lucius Domitus Ahenobarbus, filho de Gnaeus Domitus Ahenobarbus e Agrippina, bisneta do imperador Augusto. Ele foi educado na tradição clássica pelo filósofo Sêneca e estudou grego, filosofia e retórica. Depois que seu pai faleceu, em 48 d.C., Agrippina se casou com seu tio-avô, Cláudio. Ela o convenceu de nomear Nero como seu sucessor, em vez de seu filho, Britânico, e de oferecer sua filha, Octávia, como sua esposa, o que ele cumpriu em 50 d.C. Cláudio morreu em 54, e suspeita-se que Agrippina o tenha envenenado. Nero se apresentou ao Senado para fazer um tributo em homenagem a seu antecessor e foi nomeado Imperador de Roma. Ele escolheu o nome Nero Cláudio César Augusto Germânico e ascendeu ao trono aos 17 anos.


Assassinato da mãe

Agrippina era dominadora e tentou influenciar o governo de seu filho. Ela se irritava com os conselhos moderados dos assessores de Nero, seu ex-tutor Sêneca e o comandante da guarda pretoriana, Burro. Ela também tentou impor sua autoridade na vida privada de Nero. Quando este começou a ter um caso com Claudia Acte, uma ex-escrava, e ameaçou se divorciar de Octávia, Agrippina ficou do lado de Octávia e exigiu que seu filho deixasse Acte. Embora ele e Octávia tenham permanecido casados, Nero começou a viver abertamente com Acte, apesar dos protestos de sua mãe.

Depois de Nero ter rejeitado a influência de sua mãe tanto nas questões públicas quanto privadas, ela ficou enfurecida e começou a defender Britânico, ainda um menor de idade, como imperador. No entanto, Britânico morreu repentinamente em 55, um dia antes de se tornar adulto. Supõe-se que Nero o tenha envenenado, embora este tenha afirmado que Britânico morreu de um ataque apoplético. Mesmo depois da morte de Britânico, Agrippina tentou colocar o povo contra Nero, que a baniu do palácio da família.

Em 58, Nero havia deixado Acte e se apaixonado por Popeia Sabina, uma nobre que era casada com um membro da aristocracia romana. Ele queria esposá-la, mas a opinião pública não via com bons olhos um divórcio com Octávia, e sua mãe se opôs firmemente a isso. Cansado da interferência de sua mãe e não satisfeito apenas como sua retirada do palácio, Nero resolveu tomar uma providência: Agrippina foi assassinada em 59 por ordem de seu filho, o imperador.

Até 59, Nero era descrito como um líder generoso e sensato. Ele havia acabado com a pena capital, diminuído os impostos e permitido aos escravos apresentar queixas em relação aos seus donos. Ele colocou as artes e os esportes acima do entretenimento de gladiadores e deu apoio a outras cidades em crise. Embora fosse conhecido por seus divertimentos à noite, suas ações eram de boa índole, mesmo sendo irresponsável e complacente. Mas depois do assassinato de Agrippina, Nero caiu em um estilo de vida hedonista, que foi marcado não apenas por uma autoindulgência extravagante, mas também pela tirania.


Execução dos opositores

Ele gastou uma quantia exorbitante de dinheiro em atividades artistas e, por volta de 59, começou a se apresentar publicamente como poeta e tocador de lira, uma ruptura significativa para um membro da classe dominante. Quando Burro morreu e Sêneca se aposentou, em 62, Nero se divorciou de Octávia e ordenou que a matassem, para se casar com Popeia. Nessa época, acusações de traição contra Nero e o Senado começaram a aparecer, e ele passou a reagir duramente contra qualquer tipo de crítica ou possível deslealdade.

Um comandante do exército foi executado por difamá-lo em uma festa; outro político foi exilado por escrever um livro que fazia observações negativas sobre o Senado; e outros rivais foram mortos nos anos que se seguiram, permitindo a Nero reduzir a oposição e consolidar seu poder.


Incêndio de Roma

Em 64, a natureza escandalosa das bizarrices artísticas de Nero começou a causar controvérsias, mas a atenção do público foi desviada pelo Grande Incêndio de Roma. As chamas se iniciaram em lojas na extremidade sudeste do Circo Máximo e devastaram Roma por 10 dias, destruindo 75% da cidade. Apesar de incêndios acidentais serem comuns à época, muitos romanos acreditavam que Nero provocou o fogo para abrir espaço para sua vila planejada, a Casa Dourada. Sendo ou não o autor, Nero determinou que um culpado deveria ser encontrado e apontou para o Cristianismo, ainda uma religião nova e subterrânea. Com essa acusação, foi iniciada a perseguição e tortura dos cristãos em Roma.

Após o Grande Incêndio, Nero retomou os planos da Casa Dourada. Para poder financiar o projeto, ele precisava de dinheiro e estava disposto a consegui-lo da forma que fosse necessária. Sendo assim, vendeu cargos públicos para quem pagasse a maior quantia, aumentou os impostos, pegou dinheiro dos templos religiosos, desvalorizou a moeda e reinstituiu políticas para confiscar propriedades em casos de suspeita de traição.


Isolamento

Essas novas políticas resultaram na Conspiração de Pisão, um complô arquitetado em 65 por Caio Calpúrnio Pisão, um aristocrata, junto com cavaleiros, senadores, poetas e o antigo mentor de Nero, Sêneca. Eles planejaram assassiná-lo e coroar Pisão como imperador de Roma. Contudo, o plano foi descoberto e os seus líderes conspiratórios, assim como outros romanos de alta classe, foram executados.

Apenas três anos depois, em março de 68, o governador Caio Júlio Víndice se rebelou contra as políticas tributárias de Nero. Ele, então, recrutou outro governador, Sérvio Sulpício Galba, para unir forças para declará-lo imperador. Mesmo o plano tendo fracassado e Galba ter sido declarado inimigo público, o seu apoio cresceu. Até os próprios guarda-costas de Nero desertaram em apoio a Galba. Temendo uma morte iminente, Nero fugiu. Ele planejou ir para o leste, onde muitas províncias ainda eram leais a ele, mas teve que abandonar essa ideia depois que seus oficiais se recusaram a obedecê-lo.


Morte

Ele retornou para o palácio, mas seus guardas e amigos o haviam abandonado. Por fim, ele recebeu a notícia que o Senado o havia condenado à morte por espancamento e foi então que ele decidiu se suicidar. Porém, incapaz de realizar o ato sozinho, ele teve que ser ajudado por seu secretário, Epafrodito. No momento de sua morte, Nero teria exclamado: “Que grande artista morre em mim!” Ele foi o último da dinastia júlio-claudiana.

 


Imagem: Bibi Saint-Pol [Domínio público], Wikimedia Commons

Leonardo da Vinci

Leonardo da Vinci foi um artista, matemático, inventor, escritor. Nascido em 15 de abril de 1452, em Vinci, Itália, Leonardo da Vinci estudou as leis da ciência e da natureza, que guiaram seu trabalho como pintor, escultor, inventor e desenhista. Suas obras, que incluem “Virgem das Rochas”, “A Última Ceia”, “Leda e o Cisne” e “Mona Lisa”, influenciaram incontáveis artistas e fizeram de da Vinci um líder da Renascença Italiana.

Quem pensa pouco erra muito.

Filho fora do casamento de um respeitado tabelião e uma camponesa, ele foi criado por seu pai e sua madrasta. Aos 14 anos, foi aprendiz do artista Vernocchio. Por  anos, aprendeu uma grande variedade de técnicas, incluindo trabalhar com metais e couro, além de carpintaria, desenho e escultura. Aos 20 anos, ele foi considerado um artista mestre pela Associação de Saint Luke e montou sua própria oficina. Documentos da corte florentina mostram que da Vinci foi acusado de sodomia aos 22 anos, e, por dois anos, seu paradeiro foi totalmente desconhecido.

 

A Última Ceia  e  Mona Lisa

O tempo dura bastante para aqueles que sabem aproveitá-lo.

Em 1482, Lorenzo de Medici, de uma renomada família italiana, pagou para da Vinci criar uma lira de prata e levá-la a Ludovico il Moro, o Duque de Milão, como um gesto de paz. Da Vinci realizou o trabalho e escreveu uma carta a Ludovico, descrevendo como seus trabalhos artísticos e de engenharia poderiam ser de grande valia na corte. Ludovico então contratou da Vinci, que, de 1482 a 1499, trabalhou em muitos projetos. Foi durante esse tempo que ele pintou “A Última Ceia”.

A obra mais famosa de da Vinci, “Mona Lisa”, foi um trabalho pago entre 1505 e 1507. Dizem que a Mona Lisa tinha icterícia, que ela era uma mulher grávida e que ela não era realmente uma mulher, mas um homem vestido de mulher. Porém, com base nos relatos de um biógrafo, o retrato era de Lisa Gioconda, a esposa de um comerciante, mas isso está longe de ser comprovado. Para da Vinci, a “Mona Lisa” era um trabalho em constante progresso, já que ele buscava a perfeição. A pintura nunca foi entregue ao cliente; da Vinci ficou com ela até o fim de sua vida. Hoje, ela está no Louvre Museum em Paris, na França, atrás de vidros blindados, e é considerado um tesouro nacional de preço inestimável.

 

Gênio da Renascença

Tudo que está no plano da realidade já foi sonho um dia.

Da Vinci foi chamado de gênio e o principal nome da Renascença. Seus talentos iam muito além dos trabalhos artísticos. Como muitos líderes do humanismo renascentista, ele não via uma divisão entre a ciência e a arte. Suas observações e invenções foram relatadas em 13 mil páginas de anotações e desenhos, incluindo projetos de máquinas voadoras (400 anos antes da façanha dos irmãos Wright), estudos de plantas, armas de guerra, anatomia e arquitetura. Suas ideias eram principalmente explicações teóricas, mas raramente experimentais. Seus desenhos de fetos no útero, do coração e sistema vascular, órgãos sexuais e outras estruturas ósseas e musculares são alguns dos primeiros registrados.

Um dos últimos trabalhos pagos de da Vinci foi um leão mecânico que podia andar e abrir seu peito, que trazia um buquê de lírios. O famoso artista morreu em Aboise, na França, em 2 de maio de 1519. O assistente de da Vinci (e possível amante), Francesco Melzi, foi o principal herdeiro do artista.

 


Imagem: Shutterstock.com

Galileu Galilei

Cientista italiano e estudioso, Galileu Galilei fez observações pioneiras que foram base para a Física e a Astronomia modernas.

Nascido em 15 de fevereiro de 1564, em Pisa, na Itália, Galileu Galilei foi um professor de Matemática que fez observações pioneiras sobre a natureza com implicações permanentes para o estudo da Física. Ele também construiu um telescópio e apoiou a teoria de Copérnico, que fala de um sistema solar com o Sol como centro. Galileu foi acusado de heresia pela Igreja por suas crenças, e escreveu livros sobre suas ideias. Ele morreu em Arcetri, Itália, em 8 de janeiro de 1642.

 

Fascinado por matemática e física

A Matemática é o alfabeto que Deus usou para escrever o Universo

Galileu Galilei foi o primeiro dos seis filhos de Vincenzo Galilei, um músico e teórico de música muito conhecido, e de Giulia Ammannati. Em 1574, a família mudou para Florença, onde Galileu iniciou sua educação formal, no monastério Camaldolese.

Em 1583, Galileu ingressou na Universidade de Pisa para estudar Medicina, tornando-se fascinado pela Matemática e pela Física. Em Pisa, ele foi exposto à visão aristotélica do mundo, apoiada por ele, e estava no caminho para ser um professor universitário. Porém, por questões financeiras, precisou largar a universidade antes de se formar.

 

Carreira acadêmica

Não me sinto obrigado a acreditar que o mesmo Deus que nos dotou de sentidos, razão e intelecto, pretenda que não os utilizemos.

Galileu continuou a estudar Matemática e se sustentava dando aulas. Nessa época, ele publicou “The Little Balance” (A Pequena Balança), iniciando seus estudos de objetos em movimento, o que o trouxe alguma fama e um posto de professor na Universidade de Pisa, em 1589. Lá, Galileu conduziu suas experiências com objetos em queda e produziu seu manuscrito “Du Motu” (Em Movimento). Galileu ficou arrogante com seu trabalho e suas críticas a Aristóteles o deixaram isolado de seus colegas. Em 1592, seu contrato com a universidade não foi renovado. Mas Galileu rapidamente achou uma nova posição na Universidade de Pádua, ensinando Geometria, Mecânica e Astronomia.

 

Descobertas controversas

Conhecer a si próprio é o maior saber.

Em 1604, Galileu publicou “The Operations of the Geometrical and Military Compass” (As Operações do Compasso Geométrico e Militar”). Ele também construiu uma balança hidrostática para medir objetos pequenos. No mesmo ano, Galileu refinou suas teorias sobre objetos em queda e em movimento, e desenvolveu a lei universal da aceleração, além de começar a apoiar unicamente a teoria de Copérnico, de que o Sol é o centro do Universo e os planetas orbitam ao redor dele.

Em julho de 1609, Galileu desenvolveu seu próprio telescópio. Em agosto, ele começou a comercializá-lo. Sua ambição o levou além e ele começou a observar o céu, descobrindo que a Lua não era plana e macia, mas uma esfera com montanhas e crateras. Ele também demonstrou que Vênus tinha fases, como as da Lua, provando que o planeta orbitava ao redor do Sol. Ele descobriu ainda que Júpiter tinha luas que não orbitavam ao redor da Terra.

 

Briga com a Igreja

Falar obscuramente, qualquer um sabe; com clareza, raríssimos.

Em 1612, ele publicou seu “Discourse on Bodies in Water” (Discurso sobre Corpos na Água), refutando a explanação de Aristóteles sobre o motivo dos corpos flutuarem na água, dizendo que era por conta do seu formato plano. Galileu defendeu que o peso do objeto em relação à água era deslocado. Em 1613, ele publicou algumas observações sobre as manchas solares, que refutou a doutrina de Aristóteles de que o Sol é perfeito.

No mesmo ano, escreveu uma carta a um estudante explicando como a teoria de Copérnico não contradizia passagens bíblicas, pontuando que as escrituras foram escritas de uma perspectiva terrestre e implicando que a ciência tinha uma perspectiva diferente, mais precisa. A carta foi tornada pública e a Igreja pronunciou que a teoria de Copérnico era herege. Assim, Galileu foi proibido de defender a teoria sobre o movimento da Terra.

 

Processo de Inquisição

Quanto menos alguém entende, mais quer discordar.

Em 1623, um amigo de Galileu se tornou o Papa Urbano VIII. Ele permitiu que Galileu continuasse seu trabalho em astronomia e o incentivou a publicá-lo, na condição de ser objetivo e não defender a teoria de Copérnico. Em 1632, ele publicou “Diálogo sobre os Dois Principais Sistemas do Mundo”, uma discussão entre três pessoas: uma que apoia a teoria heliocêntrica de Copérnico , outra que argumenta contra e outra imparcial.

A reação da Igreja contra o livro foi rápida, e Galileu foi chamado a Roma. O processo de Inquisição durou de setembro de 1632 a julho de 1633. Galileu foi torturado e finalmente admitiu que apoiava a teoria de Copérnico. Ele foi condenado por heresia e permaneceu seus últimos anos sob prisão domiciliar, proibido de receber visitas ou imprimir seus trabalhos fora da Itália, duas sentenças que foram ignoradas por ele. Em 1634, uma tradução francesa de seu estudo das forças e seus efeitos na matéria foi publicado, e, um ano depois, cópias do “Diálogo” foram impressas na Holanda. Enquanto esteve em prisão domiciliar, Galileu escreveu “Discursos sobre as Novas Ciências”, um resumo de seu trabalho sobre a ciência do movimento e forças das matérias, que foi publicado na Holanda em 1638. Nessa época, ele já estava cego e com a saúde precária.

 

Morte e legado

Galileu morreu em Arcetri, perto da Florença, em 8 de janeiro de 1642, sofrendo de febre e palpitações. Nessa época, a Igreja não podia negar a crença na ciência e, em 1758, não mais proibiu as obras que apoiavam a teoria de Copérnico e, em 1835, deixou a oposição ao heliocentrismo.

No século 20 muitos papas reconheceram a obra de Galileu, e em 1992, o Papa João Paulo II expressou arrependimento sobre o caso. As contribuições de Galileu foram muito significantes para a nossa compreensão do Universo. Ele teve um papel muito importante na revolução científica e recebeu o título de “O Pai da Ciência Moderna”.

 

Vida pessoal

Em 1600, Galileu conheceu Marina Gamba, uma mulher de Veneza que lhe deu três filhos, os quais não foram reconhecidos por ele. Eles nunca se casaram, possivelmente, por conta de questões financeiras e pelo medo de que a ilegitimidade dos filhos ameaçasse sua posição social. Galileu enviou as duas filhas para o convento e seu filho Vicenzo se tornou um músico de sucesso.

 


 

Imagem: Domínio Público, via Wikimedia Commons

Cinco mil objetos de arte são encontrados em depósitos na Suíça

Depois de anos de investigações, a polícia italiana encontrou cinco depósitos na Suíça com 5 mil objetos arqueológicos de grande valor, propriedade de Gianfranco Becchina, conhecido negociador de arte siciliano. Junto com as obras, havia também um arquivo com milhares de fotos e documentos nos quais são detalhadas a procedência, valor e destino dos compradores.

Grande parte dessas obras foi retirada ilegalmente do parque arqueológico de Selinunte, na província de Trápani, na Sicília, e encontrada em Mazara Del Vallo, onde existem muitos objetos de arte no fundo do mar. Lá, passavam navios carregando pilhagens de guerras romanas da destruída Cartago, ou tesouros saqueados pelos bárbaros durante a queda do Império Romano.

Gianfranco Becchina, o administrador dessa coleção, envolvido no comércio ilegal de artes, além de produzir em suas olivas um dos melhores azeites do mundo, já negociou com os maiores museus do mundo. No seu acervo, foi possível identificar “La bella addormentata” (foto), um sarcófago romano que o FBI encontrou escondido em um depósito em Queens, Nova York, e do qual não havia nenhuma pista há 30 anos.

Fonte e imagens: Terrae Antiqvae 

Conheça Ilha de Poveglia e entenda porque é a ilha mais assombrada do mundo?

Um lugar lindo e ao mesmo tempo assombrado. Assim é a ilha Poveglia, completamente desabitada e fechada para visitação, localizada na lagoa de Veneza, na Itália. A ilha chegou a ser leiloada pelo governo italiano no ano passado, mas a negociação não foi para frente. O certo é que relatos assustadores afastam as pessoas de lá e até os investidores.

A má fama desta ilha de 17 hectares se arrasta há centenas de anos. Ainda no século XIV o local foi razão de disputas entre venezianos e genoveses e, por este motivo, ainda apresenta traços de fortificações. Quatro séculos mais tarde, era um centro de quarentena para os navios que chegavam a Veneza.

Depois que foram descobertos em dois navios indícios da peste, doença que dizimou a Europa, o local foi fechado e usado para hospedar pessoas com doenças infecciosas. Lendas locais diziam que pacientes à espera da morte eram assombrados por fantasmas dos que já tinham perecido por ali. Um hospital para os idosos foi inaugurado em 1922 e operou até 1968. Há rumores de que ali foram realizadas experiências com doentes mentais, incluindo as brutais lobotomias. O diretor da instituição teria sido levado à loucura por fantasmas e se atirado da torre do hospital, segundo crenças populares.

Um apresentador de TV americano que conseguiu permissão para visitar a ilha, entrou no hospital abandonado para gravar um programa para o canal Travel Adventures. Ele afirmou ter se sentido possuído por um fantasma lá dentro.

A ideia do governo italiano era transformar a ilha em um hotel de luxo, sob um acordo que dá aos compradores um contrato de arrendamento de 99 anos para reconstruir a propriedade, contudo, a ilha continuaria propriedade do estado. Depois que houve o leilão, moradores criaram, em abril do ano passado, uma organização sem fins lucrativos chamada Poveglia per tutti, para que o local fosse aberto ao público. Por enquanto, a ilha ainda segue fechada e com os seus mistérios muito bem guardados.

Veja mais no vídeo abaixo sobre a "assombrada" ilha:

Fontes:

Poveglia per tutti

The Telegraph

 

Mergulhadores encontram lendário material, nunca visto antes, que pode ser proveniente da mítica Atlântida

De acordo com a lenda, quando a mítica ilha de Atlântida foi ao fundo do oceano, ela também levou para as profundezas toda a sua reserva de oricalco (orichalcum), um tipo de metal que perde em valor somente para o ouro e que é citado pelo filósofo Platão na obra “Crítias”. Agora, comprovando a lenda, uma equipe de mergulhadores alega ter recuperado 39 blocos de oricalco de um naufrágio do século VI, no fundo do mar perto da Sicília, no sul da Itália. O navio de 2.600 anos de idade, provavelmente, era proveniente de algum lugar da Grécia ou da Ásia Menor, e estaria levando o material para Gela, no sul da Sicília, quando foi pego por uma tempestade e afundou.

"Nada semelhante jamais foi encontrado", disse Sebastiano Tusa, do Escritório do Mar da Sicília. "Sabíamos do oricalco a partir de uns textos antigos e de alguns objetos ornamentais."

De acordo com Crítias, de Platão, o metal era extraído somente em Atlântida, onde foi usado para cobrir o interior do templo de Poseidon.

Especialistas concordam atualmente que o oricalco é uma liga de bronze, que era feita a partir de uma reação do minério de zinco, com carvão, cobre e metal. Quando os lingotes recentemente descobertos foram analisadas por fluorescência de raios-X, o metal mostrou uma composição de 75% a 80% de cobre, 15% a 20% de zinco, com pequenas percentagens de níquel, chumbo e ferro.

A equipe de Tusa agora está trabalhando na escavação de toda a área onde ocorreu o naufrágio, o que pode revelar ainda mais sobre esse mistério da Antiguidade.

Fonte:

Spettacoli e Cultura

 

Imagem: Athanasius Kircher [Public domain], via Wikimedia Commons

Vídeo de quase 10 minutos mostra óvni de formato incomum na Itália e causa alvoroço na internet

Um vídeo sobre um suposto óvni, em Milão, na Itália, tem gerado bastante discussão nas redes sociais. A gravação, de aproximadamente dez minutos, mostra ao menos sete pontos de luz misteriosos que se movimentam rapidamente no céu, formando um grande conglomerado luminoso. Em determinado trecho do vídeo, um avião passa próximo ao objeto não identificado e causa ainda mais espanto nas testemunhas. A gravação feita por Antonio Urzi Simona Sibilla, contudo, tem causado controvérsias. Enquanto algumas pessoas classificam o óvni como impressionante e fazem referências ao seriado Star Trek, outras acreditam se tratar de um vídeo fake, manipulado tecnicamente.

Veja abaixo o vídeo:

 

Fonte: IB Times

ENFRENTAMIENTO SICILIANO

La aventura en Italia continúa, y Mike y Frank se dirigen al sur de Sicilia. Allí, en un lugar repleto de tesoros, los chicos tratan de negociar precios más bajos, pero se llevan una sorpresa. Luego, en busca de motos raras, visitan a un coleccionista y sellan un acuerdo por una oxidada belleza de tres ruedas.

03.Mar.1585

Inaugurado Teatro Olímpico de Vicenza, um dos mais belos e antigos do mundo

Um dos mais belos e antigos teatros da Europa, o Teatro Olímpico de Vicenza, teve sua primeira apresentação no dia 3 de março de 1585. O prédio foi projetado pelo arquiteto Andrea Palladio, mestre da arquitetura renascentista e designer de muitos edifícios na Itália. Após cinco anos de construção, o teatro foi inaugurado com a peça Édipo Rei, de Sófocles. Apesar de sua grandeza, o teatro foi usado com moderação depois de sua inauguração. Em reconhecimento pela sua importância para o mundo, foi nomeado Patrimônio Mundial pela Unesco em 1994.

 

FOTO: SHUTTERSTOCK.COM

29.May.1176

Iniciada a Batalha de Legnano

Legnano foi palco da batalha que leva seu nome, ocorrida no dia 29 de maio de 1176, na qual o rei romano Frederico I Barba Ruiva foi derrotado pelas tropas da Liga Lombarda (aliança estabelecida entre 26 cidades do norte da Itália, entre as que se destacam: Milão, Cremona, Mantua, Bérgamo, Brescia, Plasencia, Bolonha, Pádua, Treviso, Vicenza, Verona, Lodi , Parma e Veneza). Este fato histórico é mencionado no Hino nacional italiano, pois em função da derrota, viu-se obrigado a reconhecer a autoridade do Papa. Em 1849 o compositor de ópera italiano Giuseppe Verdi estreou em Roma a obra "La battaglia di Legnano", inspirada nestes fatos. Na atualidade ainda se comemora a batalha de Legnano, para a qual os habitantes da cidade se vestem com trajes de época, de acordo com alguma das 8 facções que defendam (Flora, Legnarello, San Bernardino, San Domenico, San Magno, San Martino, Sant Ambrogio e Sant Erasmo).

 


Imagem: Massimo d'Azeglio [Domínio público], Wikimedia Commons